Este blog tem por objetivo agregar referências e informações sobre a questão do Lixo Eletrônico no Brasil e no mundo. Queremos incentivar conversações relacionadas. Se quiser colaborar, entre em contato. Mais informações sobre este site.
O IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) está organizando para o começo d tarde da sexta-feira 22/06 no Rio de Janeiro uma exibição do filme Comprar, tirar, comprar (sobre o qual já falamos aqui). A exibição será seguida de um debate sobre a questão da obsolescência programada. Recomendamos a todas as pessoas interessadas em entender o contexto que envolve os problemas do lixo eletrônico, e em pensar como podemos começar a mudar essa situação. Quem estiver na cidade para a Rio+20 ou para a cúpula dos povos não pode perder.
A História dos Eletrônicos explora o efeito colateral da revolução de alta tecnologia - 25 milhões de e-lixo e contando, trabalhadores envenenados e um público segurando a conta. Acompanhe a trajetória desde as minas e fábricas onde nossas bugigangas têm início até as terríveis lojas de reciclados de fundo de quintal da China, onde muitas acabam. O filme termina com um apelo por uma "corrida verde até o topo", onde projetistas competem para fazer produtos duradouros, livres de tóxicos e que são completa e facilmente recicláveis.
Este vídeo é apenas uma tradução feita pela equipe do Blog OCapitaoPlaneta. Não temos nenhuma intenção de violar direitos autorais e sermos processados em grandes quantias.
O Consumo Colaborativo de produtos tem sido apontado como uma potencial nova maneira de se consumir. A tendência na Inglaterra e EUA foi apontada pela revista Times como uma das dez ideias que mudarão o mundo. A proposta difere um tanto das compras coletivas, que vemos explodir no Brasil hoje em dia, ao apostar numa troca "mano-a-mano" (p2p)de inúmeros tipos de produtos (de bicicletas até casas), estilos de vida e mercados de reutilização, etc. Veja infográfico (em inglẽs):
Os idealizadores acreditam que o movimento é a dinamização das antigas práticas de compartilhar, presentear, trocar, emprestar, alugar, etc, não só através das novas tecnologias de informação e comunicação, mas pela crescente cultura digital de redes e, com isso, aproveitar melhor o que se consome em larga escala e produzir menos resíduos. A aplicação depende de como o hábito será motivado e adpatado às culturais locais de rede, troca, consumo, reutilização, etc.
Interesse notar que raramente esses hábitos em que se baseia toda a ideia do Consumo Colaborativo são levados em conta nos desenhos corporativos e jurídicos do ciclo de vida dos produtos, ainda que são práticas culturais óbvias. Aplicando o slogan do movimento à questão dos eletrônicos: será contagioso compartilhar equipamentos eletro eletrônicos? Conseguiríamos assim uma redução siginificativa de resíduos sem diminuir o consumo?
Veja entrevista da TV NBR com o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa. Dica de Felipe Fonseca.
Mais do que tratar somente da questão do lixo eletrônico nos dias de hoje, ela situa na década de 20 do século passado a elaboração da ideia de obsolescência programada - a estratégia segundo a qual a indústria deveria intencionalmente produzir bens que durassem menos tempo, para garantir o crescimento a longo prazo. Traz dois exemplos claros: a formação, na época, de um cartel internacional dos fabricantes de lâmpadas incandescentes, que determinaram a redução da vida útil de seus produtos - de 2500 para cerca de 1000 horas de uso; e mais tarde a criação das meias de nylon, que em um primeiro momento eram extremamente resistentes e depois passaram a ser projetadas para puxar fios e rasgar. | mais >
O filme que trata sobre a sobrevivência e os dramas dos catadores de lixo no Brasil já foi premiado nos Festivais de Berlim e Sundance e acaba de ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário. As condições de trabalho e vida de catadores e das comunidades que vivem em torno a lixões, causa direta da péssima gestão de resíduos sólidos de nosso país, dão o drama humano do filme aclamado mundo afora. E aqui dentro? Começaremos este ano de estreia da Política Nacional de Resíduos Sólidos com o intuito de erradicar essa deplorável situação sócio-ambiental? A desumana e injusta realidade retratada no filme nos lembra como o Brasil ainda está muito longe de ser um país desenvolvido, democrático e justo. Veja a entrevista com um dos diretores de Lixo Extraordinário concedeu ao site GreenNation.
Vídeo da História das Coisas, simples e didático, sobre os porquês dos eletrônicos serem desenhados para se jogar fora, e não necessariamente, de uma maneira adequada. É a velha questão de que na criação e desenho dos produtos a reutilização, descarte e reciclagem não estão contemplados, somente a usabilidade e o consumo. Dica de Dalton Martins e Aline Araújo.