Comerciantes lançam iniciativas de coleta de eletrônicos. Indústria ainda gatinha.

Enquanto regulamentação da PNRS e a resolução do CONAMA (que já está no forno) não definem exatamente quais serão as responsabilidades dos produtores, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores de eletro-eletrônicos (entenda mais aqui), iniciativas de grandes lojas de varejo começam a preencher o quase vazio cenário de postos de coletas de resíduos eletrônicos.
Só no começo do ano duas empresas em São Paulo empreenderam iniciativas ambientais bem bacanas. A Casa e Construção fez sua loja Nova Tietê de piloto para uma série de melhorias ambientais como obteção de energia eólica e solar, coleta e reutilização de água, eficiência energética, investimento em materiais sustentáveis e coleta de resíduos eletrônicos, que possui até certificado de descarte correto em parceria com uma recicladora. Os materiais a serem coletados vão de toda classe de equipamentos informáticos (Monitores, Mouses, Teclados, CPU’s, etc) até Servidores, Modens, Hub’s, além de DVDs, K7s, celulares e calculadoras.
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Brasil já é apontado como destino certo de resíduos eletrônicos

A Coalização do Vale do Silício para Tóxicos (numa tradução livre de Silicon Valley Toxics Coalition - SVTC) elaborou o seguinte mapa mundial de origem e possíveis destinos de resíduos eletro-eletrônicos, a partir de dados da Rede de Ação da Convenção de Basileia, Greenpeace e outras ONGs. O estudo identificou os seguintes países como exportadores de lixo eletrônico: EUA, Japão, Coreia do Sul, Australia e a União Europeia como um todo. Entre as surpresas do estudo está que o tanto o Brasil quanto o México são destinos certos, antes considerados apenas suspeitos de receberem resíduos eletrônicos ilegalmente.
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Novo ano, nova lei, novo governo. E os resíduos eletrônicos, sem dono, de novo?

A Política Nacional de Resíduos Sólidos está prestes a ser regulamentada. O CONAMA está prestes a normatizar sua resolução sobre resíduos eletrônicos. Há uma série de Políticas Estaduais de Resíduos Sólidos e, inclusive, específicas a Resíduos Eletro-Eletrônicos à espera de regulamentação. Há projetos e programas envolvendo lixo eletrônico são financiados por iniciativas privadas, inclusive por empresas que não são da indústria eletrônica. O mercado de reciclagem cresce e, com ele, a pressão por pesquisas na área. O interesse pela mídia no tema é evidente e a preocupação da população extrapolou os meios ambientalistas. É cenário promissor, sem dúvida. Assim começa 2011, cheio de promessas, como qualquer ano. | mais >

De quem é a responsabilidade dos eletrônicos trazidos por sacoleiros?

Em 2010 muito se falou sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), que demorou anos para ser regulamentada. Longe de ser um projeto ideal para tratar o que descartamos no país, principalmente quando falamos de Lixo Eletrônico, aborda alguns aspectos importantes como o princípio de responsabilidade compartilhada do ciclo de vida, envolvendo fabricantes de produtos e embalagens, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores, prestadores de serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Interessante, na teoria.

Toda essa cadeia de produto faz muito sentido nos grandes centros, lugares em que todos os atores citados, hipoteticamente, existem. Porém, infelizmente sabemos que a realidade do Brasil é outra. Muitos municípios não possuem redes de coleta de lixo e saneamento básico ou até mesmo aterros sanitários. Um exemplo latente são as comunidades instaladas em morros e favelas, onde os caminhões de coleta não conseguem entrar nas ruas estreitas criadas no improviso. | mais >

Publicação da UNESCO analisa os desafios regionais da América Latina na gestão de resíduos eletrônicos

UNESCO e a Plataforma Relac publicam estudo sobre as iniciativas e os desafios os países da América Latina e do Caribe enfretam na gestão de resíduos eletrônicos. Leitura obrigatória para quem quer entender a fundo a questão do lixo eletrônico em nossa região. O texto está em espanhol. A dica é da Kiki Mori.

Infográfico mostra a crescente produção de lixo eletrônico - e suas rotas ilegais no mundo

 

Dica de Ângela Tijiwa, Confira o infográfico no orginal, clicando na figura.

A história das coisas - Por que o lixo eletrônico é desenhado para se jogar fora?

Vídeo da História das Coisas, simples e didático, sobre os porquês dos eletrônicos serem desenhados para se jogar fora, e não necessariamente, de uma maneira  adequada. É a velha questão de que na criação e desenho dos produtos a reutilização, descarte e reciclagem não estão contemplados, somente a usabilidade e o consumo. Dica de Dalton Martins e Aline Araújo.

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Guia de conteúdos jurídicos para a gestão de resíduos eletrônicos na América Latina

A Plataforma de Resíduos Eletro-Eletrônicos para América Latina e Caribe (RELAC) baseada no Chile elaborou um estudo fundamental para a gestão de RAEE na região. O guia reúne um extenso estudo dos instrumentos legais regionais e internacionais vigentes em toda região caribenha e latino-americana, características do mercado e da realidade local, enfim, o documento traz um panorama das adversidades e oportunidades e caminhos a seguir. É referência obrigatória para legisladores, administradores públicos, empreendedores, pesquisadores e demais interessados. O arquivo encontra-se anexado, em espanhol.

O que fazer com seu lixo eletrônico? via @olhar digital

Livro aponta caminhos viáveis para a logística reversa de eletrônicos no Brasil

Elo fundamental de um ciclo sustentável de vida de produtos, a logística reversa ainda conta com poucos estudos e referências na área de eletrônicos no Brasil. O lançamento do livro Logística reversa como solução para o problema do lixo eletrônico - Benefícios Ambientais e Financeiros engrossa a fina lista de referências do tema em português.  o autor Eduardo Correia Miguez é professor de pós-graduação da Faculdade de Administração e Finanças (FAF) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas de Logística, Comércio Exterior e Gestão de Projetos, segundo o site especializado em logística, LogWeb, cujo artigo sobre o livro afirma que o objetivo da obra é demonstrar os casos de empresas que obtiveram retorno financeiro com a implementação de sistemas de logística reversa.

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