Consumo colaborativo de eletrônicos: geraríamos menos resíduos?

Consumo Colaborativo de produtos tem sido apontado como uma potencial nova maneira de se consumir.  A tendência na Inglaterra e EUA foi apontada pela revista Times como uma das dez ideias que mudarão o mundo. A proposta difere um tanto das compras coletivas, que vemos explodir no Brasil hoje em dia, ao apostar numa troca "mano-a-mano" (p2p) de inúmeros tipos de produtos (de bicicletas até casas), estilos de vida e mercados de reutilização, etc. Veja infográfico (em inglẽs):

Os idealizadores acreditam que o movimento é a dinamização das antigas práticas de compartilhar, presentear, trocar, emprestar, alugar, etc, não só através das novas tecnologias de informação e comunicação, mas pela crescente cultura digital de redes e, com isso, aproveitar melhor o que se consome em larga escala e produzir menos resíduos. A aplicação depende de como o hábito será motivado e adpatado às culturais locais de rede, troca, consumo, reutilização, etc.

Interesse notar que raramente esses hábitos em que se baseia toda a ideia do Consumo Colaborativo são levados em conta nos desenhos corporativos e jurídicos do ciclo de vida dos produtos, ainda que são práticas culturais óbvias. Aplicando o slogan do movimento à questão dos eletrônicos: será contagioso compartilhar equipamentos eletro eletrônicos? Conseguiríamos assim uma redução siginificativa de resíduos sem diminuir o consumo?

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Poder Público Federal cria Comitê para discutir Política Nacional de Resíduos Sólidos

Veja entrevista da TV NBR com o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa. Dica de Felipe Fonseca. 

Reconstruindo casas com resíduos: o poder ilimitado da reutilização do lixo

O arquiteto estadonidense Mike Reynolds reutiliza resíduos na construção de casas de práticas sustentáveis. Isso mesmo, o ativista constroi casas (!!!) com pneus, latinhas, que além dos materiais utilizados, são equipadas com sistema de reutilização de água, energia solar e eólica. Quer saber mais? O trabalho criativo de Mike é retratado no documentário "Guerreiro do Lixo"  que será exibido quinta-feira, 31 de março, às 20:00 horas no Cine-clube socioambiental, em São Paulo, seguido de uma conversa com Yuri e Versa Sanada do Projeto Casa Orgância.  A entrada é franca e solidária: doe um quilo de alimento não perecível e ou produto de higiene.  | mais >

Upcycling: A versão gringa da arte da gambiarra

Não era sem tempo que a reutilização de equipamentos e resíduos de eletro-eletrônicos começasse a ser um tema explorado com mais criatividade na gringa (veja trabalho do artista plástico Gabrel Dishaw. O termo é Upcycling, neologismo que une a ideia de elevar (up) o valor de um resíduo dentro do ciclo (cycling) de vida dos materiais. No Brasil, o costume de desmontar e arrumar, consertar mecanismos tem como característica marcante a gambiarra, ou a arte de se dar um jeito de funcionar. Os movimentos brasileiros da cultura digital e software livre acrescentaram a prática de apropriação tecnológica às gambiarras com resíduos tecnológicos e tem influenciado iniciativas que vão desde o recondicionamento de computadores nos esporos do metareciclagem à robótica livre e à gambiologia. O que hoje é tendência no mundo das artes e dos imóveis e produto artesanal-personalizado-exclusivo-cool-verde de alto valor agregado e ares de vanguarda, encontra prática de alto impacto social nos grupos afetados em nosso país com alto valor cultural mas pouco valor econômico agregado. Será que não valorizamos devidamente a nossa gambiarra? O público do upcycling é consumidor de alto poder aquisitivo, o das nossas gambiarras, não. Aqui não é consumidor, são pessoas que deram um jeito de reutilizar aquilo de não deveria ser jogado fora como lixo. E essa prática tem um valor ambiental de poupar energia e recursos, cultural de desmistificar a técnica computacional e social de aumentar o acesso às ferramentas de comunicação. | mais >

Fornecedora chinesa de componentes da Apple não renova contratos de trabalho de colaboradores contaminados

Saiu no El País: A inaceitável situação dos trabalhadores de Wintek, um fabricante chinê que fornece telas (touch screen, no caso) para a gigante Apple: mais de 100 operários afastados ou hospitalizados devido à uma contaminação coletiva por um n-hexano (não foi divulgada a fórmula específica). Os trabalhadores escreveram uma carta ao todo-poderoso Steve Jobs sobre a situação e a substância foi retirada da produção em agosto de 2009.  Não obstante, a empresa chinesa não só despediu a 30 trabalhadores seriamente intoxicados como não está renovando o contrato de outros contaminados. Demitir operários contaminados no próprio processo produtivo soa como os absurdos da Primeira Revolução Industrial.

Como construir um Modelo de Responsabilidade Compartilhada de lixo tecnológico sustentável e eficiente no Brasil?

Apresentação suporte da palestra do Coletivo do Lixo Eletrônico no Seminário Internacional de Resíduos Eletro-Eletrônicos realizado em Recife.

SIREE: Estamos preparados para coletar e reciclar o lixo tecnológico?

 O cenário é o seguinte: a indústria e suas representatividades afirmam em uníssono que a lei não pode forçar aos fabricantes-comerciantes metas graduais de coleta de equipamentos eletro-eletrônicos. O argumento é que o setor produtivo não pode ser responsabilizado por uma meta que precisa da ação dos consumidores: levar seu produto eletrônico a um posto de coleta autorizado.

Curioso notar como a indústria eletrônica se gaba de ser criativa ao desenhar e desenvolver novos produtos e, também, criar novas necessidades, mas aparentemente não é tão inventiva para pensar em meios de motivar consumidores a descartarem adequadamente os eletro-eletrônicos em desuso, nem como coletar equipamentos Brasil adentro, sendo que os mesmos foram vendidos em cada canto de nosso continental país. | mais >

Obsolescência Programada

Há duas semanas, Regiane Nigro mandou na lista de discussão da MetaReciclagem a dica do vídeo Comprar, Tirar, Comprar - excelente documentário produzido por Cosima Dannoritzer para a televisão espanhola. Deixei na minha fila de links e só consegui assistir hoje. Gostei muito.

Mais do que tratar somente da questão do lixo eletrônico nos dias de hoje, ela situa na década de 20 do século passado a elaboração da ideia de obsolescência programada - a estratégia segundo a qual a indústria deveria intencionalmente produzir bens que durassem menos tempo, para garantir o crescimento a longo prazo. Traz dois exemplos claros: a formação, na época, de um cartel internacional dos fabricantes de lâmpadas incandescentes, que determinaram a redução da vida útil de seus produtos - de 2500 para cerca de 1000 horas de uso; e mais tarde a criação das meias de nylon, que em um primeiro momento eram extremamente resistentes e depois passaram a ser projetadas para puxar fios e rasgar. | mais >

SIREE 2011 - O lixoeletronico.org estará lá. Acompanhe aqui no blog.

De 22 à 24 de fevereiro de 2011, a cidade de Recife, PE, irá sediar o SIREE 2011, Seminário Internacional sobre Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos.
Realizado pelo Porto Digital e a IT Green, com patrocínio do Governo Estadual de Pernambuco e do Ministério da Ciência e Tecnologia. O objetivo do evento é promover o debate sobre práticas sustentáveis na gestão de resíduos tecnológicos. Um evento importante e que acontece em boa hora. Teremos a oportunidade de discutir o decreto 7404-2010 que regulamenta a Lei nº 12.305, de 2010 (PNRS) e entender melhor como funcionará o Comitê Interministerial da Política de Resíduos Sólidos, peça chave para a implantação da PNRS.
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Celulares ilegais chegam a 20% do mercado: se pouco reciclamos os legalizados, o que será dos clandestinos?

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) demonstram que aproximadamente 20% dos celulares em uso não possuem certificação, ou seja, são ilegais. No mesmo período do ano passado esse número não ultrapassava os 12%. A reportagem da Folha de São Paulo se aprofunda no tema centrando a problemática no mercado ilegal, as ações da Polícia Federal e o quanto a indústria eletrônica do país perde com os celulares clandestinos. Entretanto, o impacto ambiental desses equipamentos órfãos não foi mencionado. Se mal reciclamos os equipamentos vendidos legalmente no Brasil, o que será desses sem lenço nem documento? Contaminarão o meio ambiente igualmente. | mais >

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