Este blog tem por objetivo agregar referências e informações sobre a questão do Lixo Eletrônico no Brasil e no mundo. Partimos de um estudo sobre o assunto (disponível aqui) e queremos incentivar conversações relacionadas. Se quiser colaborar, entre em contato. Mais informações sobre este site.

Sustentabilidade... e o preço a se pagar por ela

Nesse primeiro post gostaria de falar um pouquinho sobre sustentabilidade. Palavra da moda para empresas e marketeiros, esse conceito não pode ser visto como algo externo ao modo como vivemos, produzimos e consumimos. É algo inerente à qualquer atividade humana, pois sendo a Terra um sistema fechado, os processos tendem a ser circulares.


Vamos pensar na definição de sustentabilidade, cunhada por Gro Brundtland, ex primeira-ministra da Noruega: "ser sustentável é usar os recursos naturais e econômicos de forma a garantir a existência das gerações atuais sem comprometer a sobrevivência das gerações futuras".


A definição vai ao encontro das idéias que definem tanbém a Economia. Diferentemente do que pensa o senso comum, a Economia não é a ciência da riqueza. Ela é o estudo de como aplicar melhor os recursos financeiros, materiais e humanos,por sua vez, escassos. Um processo produtivo só faz sentido se incorporar essas idéias.


É preciso repensar a produção de bens de consumo, de modo  fugir do esquema que privilegia apenas o caminho produtor-consumidor. O ideal seria fazer o caminho inverso e focar o caminho no sentido produtor-consumidor. Para saber mais, dê uma olhada no conceito de logística reversa, na Wikipedia.


Mas há bons exemplos a nos inspirar: um deles é essa bicicleta reciclável, feita de bambu. Já foram produzidas 100 unidades do produto e a matéria-prima vem do interior do Rio de Janeiro. Desenvolvida pelo carioca Flávio Deslandes e pela empresa dinamarquesa BioMega, ela é biodegradável, ou seja: não deixará resíduos permanentes no meio ambiente, além de poder ser usado para produzir energia.


Há um inconveniente: ela custa cerca de 3800 euros. É o preço a se pagar por adotar uma tecnologia sem produção em larga escala e que pensa mais no ambiente do que no consumo em massa. Só quando todos os consumidores passarem a exigir produtos sustentáveis é que haverá barateamento dos custos. Mas isso é assunto para outro post...

Charles é repórter, tem 28 anos e escreve sobre Economia, Sustentabilidade e mudanças climaticas em seu blog pessoal..

Acho que o exemplo da bicicleta de bambu não foi muito bom. A começar, é proibitivamente cara, um material de dureza inferior e sua produção em larga escala seria virtualmente impossível.

Sustentabilidade diz respeito a viabilidade das iniciativas ao longo de seu ciclo de vida. O que parece mais "caro" agora, se analisado sob uma ótica de longo prazo, será a opção mais atraente. O "preço" que se paga é um investimento que gera bons frutos.

Abraços

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