A sustentabilidade do lixo eletrônico é possível? Ou somente urgente e necessária?

Que o lixo eletrônico é e será uma das questões sócio-ambientais mais urgentes do novo século já sabemos. Será? Quem sabe de fato? A mídia em geral que vem tratando o tema com grande interesse ultimamente? o Greenpeace com seu guia de eletrônicos verdes? o governo? a universidade? o setor privado? o terceiro setor? Quem é que realmente sabe dessa realidade, caro leitor?

A complexidade envolvida na questão é alta: o consumo energético para desmontar e reciclar os diversos componentes presentes nesse tipo de material é bem alto, há a necessidade de uma planta industrial adequada para evitar contaminação, o potencial de reutilização de PCs dentro de projetos sociais é enorme, o consumo só tende a aumentar exponencialmente mais e mais, a produção também (o que pode gerar uma pressão de mercado maior sobre o preço das matérias-primas, favorecendo a reciclagem), a legislação não acompanha as mudanças na mesma velocidade em que ocorrem, a disposição incorreta do material no meio ambiente é altamente poluente, a correta é cara demais...

Para se ter uma perspectiva maior da complexidade do tema, veja os posts O ciclo do Lixo Eletrônico I e O ciclo do Lixo Eletrônico II, nos quais o Felipe Fonseca detalha a fundo temas como produção, consumo, descarte e uso. Vale a pena conferir as discussões também.

Estamos no momento, então, de construir respostas.  Conversando nos corredores do congresso EcoForum sobre inovação, responsabilidade e sustentabilidade que ocorreu em Barcelona, nota-se que o lixo eletrônico é uma importante questão emergente nesses novos ventos ambientalistas de responsabilidade social, e ainda que tenha sido abordado de forma tangencial nas discussões, isso demonstra o grande nicho de mercado desocupado atualmente. Como bem disse Gunter Pauli (fundação Zeri) o metabolismo industrial  precisa deixar de ver o resíduo como lixo e, complementado por Eugeni Castejón (associação de empresários jovens da catalunha), essa área possui grande potencial para inovação.

Pensando nisso, como desenhar um esquema de sustentabilidade do lixo eletrônico? Qual seria a melhor estratégia? Inovação tecnológica e movimentos sociais? ou pressão política e responsabilidade coorporativa? Ambos?

Ps: para saber mais sobre os debates do ecoforum, inscreva-se aqui, onde qualquer um pode se inscrever e participar dos grupos de debates. As postagens podem ser feitas em espanhol ou inglês, somente.

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Comentários

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todos nos sabemos que mesmo reciclando sempre fica algo pra tras e eu como sempre gosto de alertar o pessoal a respeito do lixo seja comum ou digital. Tem uma empresa no Rio Grande do Sul na cidade de são leopoldo ( regiao metropolitana de porto alegre) que recicla todo o tipo de sucata digital o mome da empresa é SARCO e o e-mail é: sarco-reciclagemdigital@hotmail.com e o site pelo que vi esta em construção ainda mas eles atendem toda a região do rs.. eles aceitam doaçoes e tambem compram : Centrais telefônicas, Celulares, Placas automotivas aparelhos eletrônicos em geral Lâmpadas fluorescentes variadas, Pilhas e baterias em geral Computadores: Cpu´s: CIs Monitores crt: tubos de monitores e televisores etc... Impressoras: Placa mãe (Motherbooads) Processadores: Hd´s: (hardisk) Fios Cd´s Driver´s Teclados Hub´s Conectores Relês Transformadores: Ventoinhas (cooler) Fios Cabos Tv´s eletrônicos industriais, Aparelhos médicos eletrônicos Noobrek´s