Ministério do Meio Ambiente coordenará inventário sobre produção e descarte de lixo eletrônico no Brasil

Foi firmado um acordo histórico entre o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE) e o Ministério do Meio Ambiente para a realização de inventário de produção, recolhimento e reciclagem de resíduos eletrônicos no Brasil.

Segundo depoimento da Ministra Isabella Teixeira à Agência Brasil, o objetivo do acordo é dimensionar o a geração e o destino de lixo eletrônico no país. Já não era sem tempo, visto que a falta de dados sobre o descarte de equipamentos eletro-eletrônicos no Brasil foi criticada no último relatório da ONU sobre o tema. A previsão do Ministério é ter o inventário feito em quatro meses e "contará com a participação de todas as empresas que fazem parte do Comitê Eletroeletrônico do Cempre. Também vamos convidar as outras associações que representam o setor eletroeletrônico. Tudo isso sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente”, disse a ministra.

A CEMPRE aproveitou o momento político e publicou uma lista semelhante à nossa, com alguns postos de coleta de resíduos eletro-eletrônicos, além de um  portal explicativo sobre o processo industrial de fabricação e reciclagem de eletrônicos, interessante apesar do tom empresarial exageradamente otimista.

A ministra ainda disse à Agência Brasil que "estamos (o Ministério do Meio Ambiente) nos antecipando a uma lei (Política Nacional dos Resíduos Sólidos) que está sendo votada para permitir que o empreendedor ou aquele que gera um produto, que vai dar no resíduo [lixo], tenha a responsabilidade de recolhe-lo, dando a esse produto a destinação adequada”.

Parabenizamos a iniciativa do acordo, mas lembramos que a gestão de resíduos sólidos no Brasil é desastrosa: muitos municípios ainda não tem aterro sanitário, os lixões contaminam águas, comunidades próximas e ainda servem de fonte de alimentos para muitos miseráveis, a coleta seletiva é pouca expressiva e nos casos mais exitosos, como o do alumínio, o trabalho é realizado em condições péssimas de segurança e salubridade por catadores e sucateiros. Ou seja, DEMORAMOS para começar a solucionar esse problema!
O lixoeletronico.org agradece à Patrícia Cornills pelo envio da notíca.
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