Brasil, desenvolvimento e lixo eletrônico II - A gestão (desastrosa) de resíduos sólidos no Brasil

Segundo estudo do IBGE, aproximadamente 64% dos municípios depositam seus resíduos em lixões a céu aberto e sem nenhum tratamento, sendo que em torno de 14% somente, possuem aterros sanitários. Analisando o mesmo estudo, a ONG De Olhos Nos Mananciais aponta para os (muitos) impactos na saúde pública do nosso ineficiente sistema de saneamento básico e gestão de resíduos. Para saber mais sobre a diferença entre lixão e aterro sanitário aqui, e veja também forte e didático documentário sobre o tema: Ilha das Flores parte I, II e III

Coleta Seletiva? Quase 8% dos municípios dizem ter. Podemos reciclar e reaproveitar (mesmo que energeticamente - incenerando) praticamente tudo, mas nossa maior taxa de reciclagem  é, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), o alumínio, com o alto de 85% de latinhas recicladas. Se esqueceram de dizer: graças ao esforço de milhares de catadores que trabalham em condições péssimas de saúde e segurança no trabalho, sem direitos trabalhistas. (Boa Brasil!!)

A Política Nacional de Resíduos Sólidos há mais de 18 anos (!!!!) para ser aprovada. Veja histórico vergonhoso aqui.

No último estudo da ONU sobre a Gestão de Resíduos Eletro-Eletrônicos (RAEE) nos países emergente nosso país saiu como campeão de produção per capita de RAEE, da falta de dados sobre produção e reciclagem dos RAEEs e ainda ganhou uma nota especial, ao afirmar claramente que "... os resíduos eletrônicos não parecem ser uma prioridade para as associações federais representativas da indústria eletrônica..." no Brasil.

Arrisco dizer: temos, provavelmente, uma das piores gestões de resíduos sólidos do planeta, vide dados acima.

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