Brasil, desenvolvimento e lixo eletrônico I - o que vem por aí?
O mercado interno brasileiro de eletro-eletrônicos está em franco crescimento: chegamos a 180 milhões de celulares (e contando) com a expectativa de passarmos dos 200 milhões já para o próximo ano, diz estudo da Anatel (veja em artigo da Folha); A venda de computadores pessoais aumentou 23% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, em números absolutos, comercializamos quase 3 milhões de pc's somente nos últimos 3 meses, segundo estudo da ABINEE. Já o alardeado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal tem prevista a subistituição de mais de 1 milhão de geladeiras antigas por modelos novos que são mais eficientes no uso de energia.
Esses números significam diferentes tendências nas diversas áreas da sociedade brasileira, como reaquecimento da economia, maior uso da tecnologia por parte da população, maior gasto energético proveniente do uso desses aparelhos, necessidade de investir na produção de energia etc. Na área ambiental significa também: aumento expressivo dos resíduos eletrônicos devido à troca de equipamentos antigos por novos. Fôssemos um país com uma boa gestão de resíduos sólidos, todos esses equipamentos seriam coletados, reutilizados ou reciclados, a matéria-prima resultante reencaminhada para as mais diversas indústrias. Não somos esse país, ainda, isto é: boa parte desses resíduos serão depositados inadequadamente no meio ambiente, contaminando solo, águas, plantas, animais, seres humanos e com todas as consequências sociais, econômicas e políticas que isso trará.
- Blog de Felipe Andueza
- Por favor, se logue ou se registre para poder enviar comentários
- 25.05.2010
- 14:57





Comentários
Alternativas para o Lixo Eletrônico
Cooperativas de Lixo eletronico - SP
e-lixo